segunda-feira, 9 de maio de 2011

"É hora de fortalecer o PT", defende presidente nacional do PT

Em entrevista, Rui Falcão fala que "PSDB perdeu o rumo" e "DEM está sendo desidratado"

A revista "Isto É" divulga, nesta semana, uma entrevista com o presidente do Diretório Nacional do PT, Rui Falcão. Durante as dezoito perguntas realizadas pelos jornalistas da publicação da editora Abril, Falcão esclaresce a própria eleição para presidência do partido, fala sobre o papel da oposição nas democracias e dispara: "o PSDB perdeu o projeto e o rumo" e "o DEM está sendo desidratado e está surgindo o PSDB".

Segundo Falcão, a candidatura para presidência do partido não teve oposição do presidente de honra do PT, Luis Inácio Lula da Silva, e nem da presidenta Dilma Rousseff. "Ambos já manifestaram apoio e disposição de me ajudar", afirma na entrevista. "Já tive várias reu­niões com o presidente Lula. Ele nos orienta e é um líder que todos os presidentes do PT querem manter como interlocutor", completa reiterando não terem ocorrido "grandes articulações" políticas na escolha do próprio nome para Presidência do PT.

"Havia a expectativa de Dutra ser demovido da ideia de renunciar numa conversa com a Dilma na quarta-feira (27/04). Então, meu nome foi decidido entre a quarta e a sexta-feira", relata. "E sem oposição. Não havia outro candidato", argumenta.

Eleições

Segundo Falcão, entre os planos do partido para 2012, após privilegiar a eleição dos senadores e abrir espaço para aliados, está a ampliação do número de prefeituras, "jogando mais peso no fortalecimento do PT". "Isso significa manter os prefeitos que já temos, procurar ampliar o número de prefeituras que possamos governar e aumentar o número de vereadores", defende falando sobre a "quebra da hegemonia tucana na cidade de São Paulo".

Para ele, a estratégia para 2012 já nasce favorecida pelo atual cenário político, que inclui a alta aprovação do governo da presidenta Dilma, inclusive em setores como "a nova classe média". " O PSDB perdeu o projeto e o rumo. Tem que achar outro. Como houve uma crise mundial das ideias neoliberais, quem professou essas ideias também entrou em crise e ficou sem projeto. O DEM também. Tem uma imagem negativa sucessiva, eles vão mudando de sigla, de roupa, mas a rejeição permanece. O DEM está sendo desidratado e está surgindo o PSD", finalzia.

Leia a entrevista na íntegra no site do PT Nacional.

(com fotografia da revista Isto É)

Estádio Presidente Vargas reabre para jogos


Em reforma desde janeiro de 2010, o Estádio Presidente Vargas (PV) reabriu suas portas na tarde deste domingo (08) com muita emoção. O Novo PV foi o palco para a vitória de 5 a 0 do Ceará sobre o Guarani de Juazeiro. O resultado deu ao time alvinegro o 40° título estadual do time, consagrando-o como campeão do Campeonato Cearense de 2011.

O torcedor pôde conferir de perto os detalhes da modernização da praça esportiva, que ganhou novas lanchonetes, vinte novos banheiros, ambulatórios, alambrado de vidro temperado, câmeras de segurança, modernização dos vestiários e do sistema de irrigação do gramado e a colocação de cadeiras.

Para a Prefeita Luizianne Lins, que foi ao estádio acompanhar de perto a partida, a Prefeitura está entregando um novo parque esportivo para Fortaleza. “O PV tornou-se uma obra prioritária para nós depois que ele foi fortemente condenado pelos laudos técnicos. Agora estamos entregando um novo estádio. Do antigo, só restou a fachada da entrada, que é tombada pelo município e ficou como um ícone histórico”, explicou a Prefeita.

O Presidente Vargas está com suas obras quase concluídas, faltando finalizar apenas a parte destinada à imprensa. Neste primeiro momento, camarotes provisórios abrigaram os profissionais da imprensa. Quando estiver totalmente pronto, o novo PV terá sua capacidade ampliada para pouco mais de vinte mil torcedores e atenderá as exigências de acessibilidade universal da FIFA, CBF e do Estatuto do Torcedor. Na próxima quarta-feira (11), o Estádio recebe novamente o Ceará, que pega o Flamengo em partida válida pela Copa do Brasil.

Campanha educativa

Para que o estádio seja preservado, a Prefeitura investiu em campanhas educativas. Ao longo de todo o jogo, o painel eletrônico, instalado nesta reforma, pedia aos torcedores que conservassem o novo Presidente Vargas. Os jogadores também vestiram a camisa pela preservação do equipamento e entraram em campo com uma faixa que pedia aos torcedores para cuidar do PV.

Segurança e trânsito

Para o primeiro jogo, a Prefeitura montou um esquema especial de segurança e trânsito. A Guarda Municipal disponibilizou um efetivo de 250 servidores, entre agentes de segurança e de defesa civil. Ao todo foram, 220 guardas municipais, 20 agentes de defesa civil e uma equipe da Brigada de Incêndio. A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) também preparou um esquema especial para organizar o trânsito do evento. Durante todo o dia, 60 agentes trabalharam no entorno do estádio.

Prefeitos e prefeitas petistas participam de encontro em Brasília


A direção nacional do PT, através da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (SNAI) e da Comissão Nacional de Prefeitos/as e Vice-Prefeitos/as do partido, promove, nesta segunda-feira (09), um encontro com chefes das prefeituras municipais em Brasília. Segundo a organização do evento, mais de 100 prefeitos e prefeitas do partido já confirmaram presença na reunião que será realizada na sede do Diretório Nacional do PT, entre 18 e 22 horas.

A reunião tem como objetivo debater a intervenção dos prefeitos e prefeitas petistas na XIV Marcha a Brasília de Prefeitos, que ocorrerá entre os dias 10 a 12 de maio. Além disso, busca articular uma proposta que dialogue com os partidos aliados no sentido de garantir uma melhor interlocução nos espaços de discussão.

O encontro será coordenado pelo titular da SNAI, deputado federal Geraldo Magela, atual secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Governo do Distro Federal. O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o subsecretário de Assunstos Federativos da Presidência da República, Olavo Noletto, além de demais dirigentes nacionais do PT também devem participar do evento.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Presidente do PT destaca mobilização popular pela reforma política


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, reafirmou, na última quinta-feira (05), que uma das prioridades do partido neste ano será garantir um processo de mobilização popular em todo o País para a realização da reforma política e eleitoral. As informações foram dadas em reunião da Bancada do PT para debater a reforma política.

O Diretório Nacional do PT, reunido no último dia (30), em Brasília, aprovou Resolução Política em que destaca as tarefas prioritárias para o partido em 2011, entre elas, a reforma política e reforma tributária. As articulações para a reforma política vão envolver os partidos aliados, movimentos sindicais e sociais e entidades da sociedade civil, com a participação do próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a reunião da bancada, o relator da comissão especial da reforma política, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), fez um balanço preliminar dos trabalhos. Segundo ele, um dos pontos consensuados na Comissão Especial da Reforma Política é o financiamento público exclusivo de campanha. Ponto essencial para diminuir a influência do poder econômicos no processo eleitoral.

A previsão é que sea concluído, até o final deste mês, um relatório sobre as atividades da Comissão da Reforma Política.

Mudanças

Uma das mudanças que o PT espera construir com a aprovação da reforma política no Congresso Nacional é uma maior participação das mulheres na política e dos negros e da população indígena. Atualmente, 55% da população brasileira é do gênero feminino, no entanto apenas 8% do Parlamento são de mulheres; quadro que também se reflete, de maneira mais grave, entre indígenas e negros.

Outro ponto defendido pelo Diretório Nacional foi a criação de uma nova cultura política no País, que garanta maior nitidez programática aos partidos, com a inclusão de medidas como a fidelidade partidária. "Um dos compromissos centrais do PT é o fortalecimento dos partidos políticos", completa o vice-presidente do Diretório Nacional do PT, José Guimarães (ver foto). "Não podemos continuar deixando o eleitor sem conhecer qual o conteúdo programático de determinado partido para o país, para os estados e municípios", conclui.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Rui Falcão: “Agora é tudo pelo PT”


Entrevista publicada pelo jornal O Globo
em 03 de Maio de 2011


"Em 2010, foi tudo pela Dilma. Agora, é tudo pelo PT". É dessa forma que o novo presidente do PT, o deputado estadual Rui Falcão (SP), resume a tática partidária para as eleições municipais de 2012. A estratégia e as candidaturas passarão pelo crivo do ex-presidente Lula, admite. Falcão confirma que o PT terá candidato à prefeitura de São Paulo, onde a vitória é vista como "precondição" para romper a hegemonia do PSDB no governo estadual em 2014. A ampliação de prefeituras petistas em todo o país, segundo ele, também ajudará a manter Dilma no Planalto a partir de 2014. Cuidadoso, deixou claro que o PT não irá menosprezar aliados, mas começa desde já o esforço para viabilizar candidaturas próprias.

A eleição do senhor irá apaziguar setores insatisfeitos do PT, que reclamavam de ter caído no "vazio" nos primeiros meses do governo Dilma?

RUI FALCÃO: No primeiro escalão, o PT está muito bem situado, temos os ministérios da Saúde e das Comunicações, que antes não estavam conosco. No segundo escalão, há outros partidos que compõem a base aliada e que têm suas demandas nos estados. É questão de tempo, para o governo analisar e compatibilizar as demandas. O "vazio" que você cita é natural. Foi fruto, por um lado, do momento, de início do governo e, por outro lado, do nosso presidente (José Eduardo Dutra) ter ficado doente e não ter conseguido se engajar mais.

Parte do PT está insatisfeita com a conduta da equipe econômica.

FALCÃO: Neste fim de semana, o diretório aprovou resolução - sem questionamento dos vários grupos representados - dizendo que concorda com a orientação que o governo vem dando à política geral e à política econômica. O combate à inflação não implica em arrochar salários, promover desemprego ou recessão.

A resolução do diretório fala em pressões inflacionárias "propagandísticas". O PT vê uso político da situação?

FALCÃO: Um dos componentes da inflação é a expectativa futura. Ficar batendo que o governo vai perder o combate contra a inflação, ou que a inflação fugirá do controle, gera expectativas negativas. O melhor é ter tranquilidade. No segundo semestre haverá acomodação de preços.

O PT se fortalecerá com Dilma?

FALCÃO: Tínhamos diálogo com Lula e temos com Dilma. Não é porque o presidente não é mais o Lula que o partido vai fazer mais exigências. O PT se fortalece mais se o governo continuar agindo tão bem, porque a popularidade do governo se transfere para o PT.

E a volta de Delúbio Soares não abala a credibilidade?

FALCÃO: O diretório, por 60 votos contra 15, com duas abstenções, autorizou que ele se filie. Vamos esperar um pouco, fazer pesquisas e ver se isso teve repercussão negativa na sociedade, e qual foi a extensão. Nossa decisão não representou qualquer tipo de anistia. Foi uma decisão pautada pelo princípio de que não temos penas perpétuas. Nesses seis anos, ele teve um comportamento compatível com alguém que foi do PT. Isso não apagou os erros que cometeu. E foi punido pelos erros políticos que cometeu, com a pena mais grave do partido, a expulsão.

Ele também é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos. Para usar uma frase do Delúbio, acha que o caso já virou uma "piada de salão"?

FALCÃO: Essa avaliação só se pode fazer como fato concreto se o STF vier a condená-lo. Até o momento, ele é réu, tem direito a ampla defesa.

Como é sua relação com a presidente, especialmente devido à turbulência nas eleições?

FALCÃO: Minha relação com ela é muito boa. Não há afastamento nem atrito. Eu a conheci nos anos 70, militamos juntos. Eu participei de toda a campanha, não é verdade que tenha sido alijado. Fiquei até o último dia, participei da posse e recebi um abraço afetuoso dela, celebrando a vitória. E aquela versão da campanha de que eu havia tirado dados de um computador é fantasiosa, não existiu. Estou processando o autor da calúnia, civil e criminalmente.

Como o PT fará para tirar a reforma política do papel?

FALCÃO: Caminhamos para a possibilidade de votar a reforma, ainda que não tenha a amplitude que o PT pretende. O financiamento público de campanha tem consenso em quase todos os partidos. O voto em lista vai mobilizar a sociedade.

Por quê?

FALCÃO: A lista é a única maneira de permitir uma maior representação das mulheres e das etnias. Hoje existe um sub-representação flagrante desses setores, mesmo com exigências de 30% nas chapas. Essa possibilidade vai aumentar o interesse das entidades e das mulheres, que são formadoras de opinião.

A população confiará aos partidos a tarefa de montar as listas? Não é cheque em branco?

FALCÃO: Mas hoje temos as listas dos banqueiros e empreiteiros, das quais a sociedade não participa. Há dominância desses setores na composição do parlamento. O representante deve ser devedor do representado. Mas acaba sendo devedor do financiador. Esse é problema.

A criação do PSD muda o cenário político nacional e paulista. Como o PT analisa esse quadro?

FALCÃO: Vários futuros integrantes do PSD declaram que querem compor com a base da Dilma. Se for assim, é positivo, amplia nossa base no Congresso. Mas o fundador disse que apoiaria o ex-governador Serra em São Paulo. Isso pode ensejar movimentos futuros nos quais o partido, mesmo dando sustentação no Congresso, pode ter um caminho eleitoral que o coloca na oposição. O PSD agora não é nada, nem partido é ainda.

Em São Paulo, um dos últimos "bastiões" do PSDB, como o PT vai se organizar?

FALCÃO: Já há um movimento estadual e municipal. Quanto antes o PT definir a tática e arregimentar alianças, maiores as chances de sucessos em 2012. E o sucesso em 2012 é precondição para, em 2014, tentar quebrar a supremacia tucana no governo estadual. Na definição da tática, os companheiros vão avaliar que, em 2010, foi tudo pela eleição da Dilma. Era a tática correta, também para aumentar nossa força no Senado e dar maior sustentação a ela. Agora, é tudo pelo PT, fortalecer o PT. O que não significa desprezar aliados. A orientação geral deverá ser a de fortalecer o PT nas eleições de 2012, para criar condições de reeleger a Dilma em 2014 e conquistar novos espaços.

A decisão passa pelo Lula?

FALCÃO: Para todas as decisões do PT, devemos ouvir a opinião do presidente Lula.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Moção de Solidariedade à Prefeita Luizianne Lins e sua gestão democrática e popular


Do Diretório Nacional do PT

Contra a prefeita de Fortaleza e presidenta do PT/Ce, Luizianne Lins , está sendo desenvolvida uma campanha ferrenha contra sua gestão combinada com ataques de natureza pessoal com o objetivo de desconstituir sua imagem pública.

Campanha que alcançou uma dimensão nacional buscando constituir um senso comum de que a capital do Ceará vive um caos administrativo e urbano, bem como que o PT não sabe governar a cidade.

Os ataques à pessoa da prefeita Luizianne objetivam tentar eliminá-la de sua posição de maior liderança popular de esquerda do Ceará, alcançada a partir de seus combativos mandatos de vereadora, deputada e prefeita em que sempre priorizou a defesa dos setores mais pobres e excluídos da sociedade.

Para as forças conservadores – à esquerda e à direita – a prefeita Luizianne incomoda política e ideologicamente. Farão de tudo para impedir que ela eleja seu sucessor e, não toleram a hipótese de que ela possa vir a disputar o governo do estado em 2014; o que é uma opção competitiva e com forte apoio do PT.

Causa furor a essas forças, o PT administrar, por dois mandatos consecutivos, o principal polo irradiador da geopolítica estadual em que se destaca sua posição de terceira metrópole do país em influência, segundo o IBGE; o fato de congregar 1/3 da população total do estado e o maior colégio eleitoral; de concentrar 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e consequentemente ser o maior centro econômico, financeiro e gerador de emprego do estado.

Esses aspectos socioeconômicos marcam a centralidade de Fortaleza e revelam que um projeto para o Ceará necessariamente passa por um projeto para Fortaleza.

Diante do exposto, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores declara seu apoio político e plena solidariedade à prefeita Luizianne Lins e sua gestão democrática e popular de Fortaleza.

Brasília, 30 de abril de 2011.