quarta-feira, 3 de abril de 2013

Pré-sal, Petrobras e o futuro do Brasil



Muito mais rápido do que outras experiências internacionais, o desenvolvimento da produção do pré-sal é a prova da pujança, capacidade operacional, experiência e liderança da Petrobras. Sete anos após a descoberta, já são extraídos mais de 300 mil barris/dia e ela terá sete novas unidades de produção ainda em 2013.
Até 2020, apenas nas áreas já concedidas e da cessão onerosa, serão 2,1 milhões de barris/dia -marca que já supera toda a produção nacional atual.
Só para comparar, para alcançar a marca dos 300 mil barris/dia, foram necessários 17 anos na porção americana do golfo do México e nove anos no mar do Norte.
Os números superlativos do pré-sal só foram possíveis graças à experiência acumulada pela Petrobras na bacia de Campos, pelo extensivo conhecimento geológico das nossas bacias sedimentares e pela sua capacidade de utilizar as mais avançadas soluções tecnológicas em situações tão difíceis como no pré-sal.
O desafio agora é desenvolver mais eficientemente a capacidade de produção, apropriar-se socialmente de seus benefícios, minimizar os impactos negativos e gerar fluxos que permitam criar mais empregos e estimular outras áreas da economia.
O investimento na cadeia produtiva de serviços, materiais e equipamentos de petróleo e derivados é parte fundamental para a expansão. Aí também o tamanho da Petrobras é fator decisivo.
Hoje praticamente tudo é desenvolvido no Brasil -reafirmando a indústria nacional- e não existe mais limites de tecnologia. A empresa está pronta e atuando na plenitude do que uma petrolífera pode fazer, sempre priorizando o Brasil: 98% dos investimentos e 95% da produção da companhia estão no país.
Somente a Petrobras pode apresentar um plano com a instalação de 38 plataformas de 2013 a 2020 e US$ 107 bilhões em desenvolvimento da produção. Só ela tem 69 sondas flutuantes de perfuração em operação para a construção e manutenção de seus poços.
Somente a Petrobras tem ainda força de trabalho treinada e capaz de dar respostas rápidas aos desafios do pré-sal. A empresa construiu nos últimos dez anos parcerias com mais de 120 universidades e centros de pesquisa no Brasil. Sem alta tecnologia -e uma rede com milhares de especialistas espalhada por todo o país-, não seria possível produzir com tamanha eficiência.
O novo marco regulatório também dá à Petrobras um papel estratégico fundamental: será a operadora única, investindo um mínimo de 30% dos novos campos do pré-sal e ficando responsável pela formulação dos projetos, gestão de implantação, operação dos empreendimentos e proposta de soluções técnicas.
Investimentos, conhecimento e capacidade produtiva que se traduzem em resultados financeiros para seus acionistas nos últimos dez anos. O valor de mercado da companhia, mesmo depois da crise global de 2008 e a queda do preço internacional do barril de petróleo, é hoje mais de dez vezes maior se comparado com 2003.
O marco regulatório também foi sábio na utilização das parcelas de lucro-óleo que o governo receberá com o modelo de partilha. Os recursos serão alocados em um fundo social que investirá em projetos nas áreas de educação, cultura, ciência e tecnologia e ambiente.
As novas regras foram aprovadas pelo Congresso depois de um amplo debate na sociedade. Foi objeto de grande resistência por parte daqueles que se beneficiavam do modelo das concessões. Agora esses interesses se reaglutinam e formam a base do ataque atual à empresa.
Dizem que a Petrobras não terá condições de ser operadora única no pré-sal. Querem desacreditar a liderança da companhia em conduzir o desenvolvimento da produção e fazem um feroz ataque político à companhia e à sua gestão nos últimos dez anos.
É um claro sinal de miopia e defesa do interesse de poucos. Além de negar a realidade, em uma falsa transmutação de uma empresa pujante em uma empresa em crise, colocam em segundo plano o potencial que os 30 bilhões de barris descobertos até aqui representam para nossa sociedade: a capacidade de ajudar na melhoria da vida do brasileiro, o que tanto incomoda a oposição e a coloca em alerta com a proximidade das eleições de 2014.
Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 28 de março de 2013

Desenvolvimento Inclusivo

Joaquim Cartaxo
O Partido dos Trabalhadores completou 33 anos no dia 10 de fevereiro. Nos anos 1980, década de sua criação, o PT caracterizou sua presença na vida sócio-política brasileira por sua luta pela redemocratização do país; nos anos 1990, conquistou governos municipais, estaduais e desenvolveu o modo petista de governar, sublinhado pela inversão de prioridades e participação popular com destaque para o orçamento participativo; no início do século XXI, elegeu Lula em 2002 e reelegeu-o em2006 para presidente da república; em 2010, elegeu Dilma presidenta.

Em 33 anos, com dez governando o Brasil, a história do PT está assinalada por lutas social, política e institucional que concretizam a radicalização da democracia, redução das desigualdades, erradicação da miséria, diminuição da pobreza, valorização da cultura, crescimento econômico com geração de emprego, geração e distribuição de renda.

Aprofundando conquistas dessa história, o presidente Lula mudou a agenda de desenvolvimento do Brasil ao priorizar a questão social passou a ser prioritária no lugar da estabilidade da economia - prioridade dos governos demo-tucanos – que ignorava as carências sociais produzidas pela pilhagem e pelos privilégios das elites dominantes em 500 anos de Brasil.

Nova agenda de desenvolvimento em que o objetivo estratégico do crescimento econômico é a inclusão social; desenvolvimento em que crescimento econômico, justiça social e proteção ao meio ambiente estão integrados e articulados ecujos resultados são universalização de direitos sociais e inclusão de segmentos populacionais historicamente excluídos; implantação compartilhada de políticas públicas entre União, Estados e Municípios com participação social; resgate e ampliação da capacidade de planejamento e investimento do estado brasileiro; fortalecimento do mercado interno.

Em dez anos de governo do PT e seus aliados, a inflação brasileira diminuiu de 12,5% para 5,8%; a participação dos salários no PIB cresceu 46% para 53%; o salário mínimo era de R$ 240 em 2003 e, hoje, está em R$ 678,00; no ano de 1998, asclasses de renda A + B + C somavam 53% da população e em 2011 subiram para 84%; em 1998, as classes de renda D + E somavam 47% e diminuíram para 16% da população em 2011.

A renda domiciliar per capita brasileira que era R$ 687,00 (2003) cresceu para R$ 932,00 (2011). Esse crescimento aconteceu com maior intensidade nas regiõesmais pobres e nos segmentos populacionais mais frágeis socioeconomicamente. Na região nordeste, esse crescimento foi de 2,9%, enquanto a média nacional foi de 1,7%. Assim, o crescimento da renda domiciliar do nordeste foi 65% a mais que o crescimento da média nacional.

Quanto a oportunidade de trabalho, foram gerados 19 milhões de empregos formais. 27 milhões em 2001 e 46 milhões em 2011.

Em suma: tais indicadores atestam os resultados da nova agenda de desenvolvimento do Brasil, a agenda do desenvolvimento inclusivo.

Joaquim Cartaxo é arquiteto urbanista, mestre em planejamento urbano e vice-presidente do PT/CE.

terça-feira, 26 de março de 2013

Coordenação de mulheres promove plenária regional em Ocara



A coordenação de mulheres do Campo Democrático promoveu no último sábado (23) a segunda plenária regional de 2013. Após a Plenária Regional do Cariri, foi a vez do município de Ocara, na região de Baturité, receber o evento realizado pela coordenação das mulheres. Os municípios do Crato e Várzea Alegre também já realizaram plenárias municipais.

A ideia do coletivo é percorrer todo Estado debatendo com as militantes do Campo Democrático a agenda da Secretaria Nacional de Mulheres e a participação das mulheres na direção do partido. A partir de novembro, o PT renova as direções nacional, estaduais e municipais. A novidade deste ano é a paridade de gêneros, além das cotas étnica e geracional.

A próxima Plenária Regional da coordenação de mulheres do Campo Democrático está prevista para acontecer no dia 06 de abril em Aracati, no Litoral Leste. Em 04 de maio deve acontecer a Plenária Regional do Centro-Sul, no município de Cedro. Também estão previstas para o mês de abril e maio, em data a confirmar, plenárias regionais em Sobral, Quixadá e Senador Pompeu e uma plenária municipal em Orós.

As atividades são coordenadas pelas petistas Fátima Bandeira e Nadir Chavez.

segunda-feira, 25 de março de 2013

As razões da preferência dos brasileiros pelo PT

Mais uma pesquisa, de novo do Instituto Datafolha, e o que ela aponta? A preferência de 29% dos eleitores pesquisados pela sigla PT; 55% dos brasileiros reconhecendo que o partido ajuda a presidenta da República, Dilma Rousseff, na sua gestão; 47% considerando que ajuda muito; e só 22% que ajuda um pouco ou não ajuda. Tudo ao contrário do que os formadores de opinião tentam impingir diariamente à população, imputando tudo que é de ruim ao PT e a sua participação e seu desempenho no governo.

A pesquisa indica, ainda, que 72% consideram o governo petista bom, número que não deixa dúvida do porquê do apoio à presidenta, a seu governo, ao PT, ao ex-presidente Lula e às suas duas administrações (2003-2010). Principalmente se considerarmos que o PSDB, o principal partido de oposição, tem a preferência de apenas 4,5% dos brasileiros que têm opção partidária; e o PMDB; 7,5%.

Vejam, após dois anos e três meses de mandato, a presidenta Dilma faz um governo ótimo ou bom para 65% dos brasileiros. Outros 27% classificam sua administração como regular. A avaliação negativa é de apenas 7%.

Pesquisas revelam confiança na economia e no governo


As pesquisa realizadas pela Datafolha nesses dias em geral revelam a confiança dos brasileiros e brasileiras na economia e no governo. Nada menos que 75% dos nossos patrícios acreditam que não correm risco de serem demitidos e 59% não têm medo de demissão. No tocante à economia, a pesquisa deste ano, comparada com a do ano passado, comprova o crescimento do otimismo em geral.

Antes 33% acreditavam que o desemprego iria diminuir; agora 41% acreditam que vai decrescer. No quesito poder de compra dos salários, no ano passado 39% dos brasileiros achavam que ia aumentar. Agora são 49% os acham que o poder de compra dos salários crescerá. E até mesmo a inflação: 13% achavam que ela iria diminuir. Pois agora, já são 18%. Entre os que achavam que ela iria aumentar, o número sofreu pequena queda: 45% no ano passado e 44% agora.

A situação econômica do país era aprovada por 44%; agora é por 51%. Ampliou-se também, e substancialmente, a percepção dos brasileiros quanto à importância do Brasil no mundo: eram 72% os que consideravam o Brasil muito importante no contexto internacional e o número subiu agora para agora 81%.

Tudo isto deixa a oposição e certa mídia enlouquecida, ao lado do dado de que para 76% do nosso povo o Brasil é um lugar bom ou ótimo para se viver. Em 2012 esse percentual era de 61%. São números que explicam a popularidade da presidenta e de seu governo e por que ela cresce em todas pesquisas espontâneas ou estimuladas.



José Dirceu é ex-ministro do governo Lula e ex-presidente nacional do PT
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Em dez anos, um novo Brasil


A população brasileira tem motivos de sobra para comemorar os dez anos de governo petista, iniciado em 2003 com o presidente Lula e prosseguido pela presidente Dilma Rousseff. As conquistas no governo de coalizão do PT e partidos aliados são superlativas. Há pleno reconhecimento do povo brasileiro e, no âmbito internacional, os avanços são atestados – e elogiados – por diferentes entidades. Criamos políticas sociais e estruturantes que deram outra feição ao País. Os resultados obtidos nestes dez anos mostram compromisso com a construção de um país desenvolvido, justo e solidário.

Nesse período, a inflação manteve-se controlada, o PIB per capita avançou quatro vezes mais, as reservas externas passaram de US$ 37,8 bilhões para US$ 373,1 bilhões e a produtividade aumentou 13%, contra a estagnação verificada nos anos FHC. Zeramos nossa dívida externa e, em vez de procurar os credores internacionais com o pires na mão, somos credores do FMI e dos Estados Unidos.

Enquanto o desemprego cresceu perto de 58% nos oito anos de governo tucano, na gestão petista diminuiu 38,9%. Criamos mais de 18 milhões de empregos com carteira assinada e atingimos o pleno emprego. Em nosso governo, o salário mínimo teve aumento real de 70%, passando da faixa dos US$ 80 – ao final de 2002 – para mais de US$ 320 hoje. Apesar de ainda ser uma face cruel da nossa sociedade, a desigualdade recuou 11,4% nos últimos 10 anos. À época do governo FHC, o Brasil estava entre os três piores países nos indicadores de desigualdade social. Hoje estamos entre os 12. Tudo graças à coragem de apostar na capacidade do povo brasileiro, implementando um projeto voltado para o crescimento com distribuição de renda e enfrentamento às desigualdades. O Estado, antes encarado como vilão, teve resgatado seu papel estratégico como indutor do desenvolvimento.

Rompemos com o modelo que ignorava a miséria secular, que acorrentava na condição de pobreza absoluta 45% dos brasileiros. Com ousadia, o governo do PT e aliados garantiu a ascensão social de 40 milhões de brasileiros. Hoje, somos a sexta economia mundial, apontados como modelo internacional de distribuição de renda e justiça social.

Ao governar respeitando suas bandeiras históricas, o PT orgulha-se do crescimento econômico, mas principalmente pelos milhões de brasileiros que saíram da linha de pobreza nos últimos dez anos. Não apenas a economia cresceu, mas também nossa autoestima e otimismo. É esse o maior legado do nosso governo.

Dep Federal José Guimarães
Líder do partido na Câmara

(Imagem: Mario Agra/ PT Nacional)

segunda-feira, 11 de março de 2013

ARTIGO - Estado de risco


A quem interessa que a base aliada do governo desande em 2014? Às forças que se organizam à esquerda e à direita, visando enfraquecer o PT na disputa ideológica de projetos políticos na sociedade.

De forma mais nítida, há os movimentos do consórcio PSDB/DEM/PPS/Mídia conservadora/Superior Tribunal Federal em que a Ação Penal 470, apelidada de mensalão, é o exemplo mais sofisticado de busca desse enfraquecimento. Basta lembrar que o cronograma desse julgamento midiático foi coincidido com o calendário eleitoral de 2012, como tentativa de interditar ou diminuir as possibilidades de crescimento do PT nas eleições municipais.

Essa manobra não logrou êxito. O PT cresceu, elegeu Fernando Haddad prefeito da cidade de São Paulo e passou a ser o partido a governar o maior número de brasileiros: 37 milhões; sob o calor pós-eleição, o Ibope realizou pesquisa de preferência partidária que surpreendeu, pois o PT continuou liderando disparadamente essa preferência com 24%, enquanto nenhum dos outros partidos chega a 10%.

Passada a eleição municipal, já estamos discutindo a campanha de 2014 cuja tendência é uma disputa entre três ou quatro candidatos competitivos, o que põe em estado de risco a continuidade da base aliada nacional e nos estados. Disputas pelas prefeituras de Fortaleza e Recife, por exemplo, são sinais desse risco.

Em 2013, o PT realizará seu Processo de Eleição Direta (PED) com o objetivo de escolher sua nova direção pelo voto direto de seus filiados, a qual comandará os destinos do partido nas eleições de 2014. Debatê-las será inevitável no PED, apesar de estarmos a mais de um ano das convenções partidárias que homologarão as decisões eleitorais. Em especial, debater prováveis cenários com manutenção da base aliada e aqueles com aliança desfeita, tanto no plano nacional como nos estados. Sublinhando que a reeleição de Dilma presidirá a tomada de decisões estaduais.


Joaquim Cartaxo
Arquiteto urbanista e vice-presidente do PT/Ceará